sábado, 21 de janeiro de 2017

INSTRUMENTOS MUSICAIS - ESCOLAS DE SAMBA

 CHOCALHO -TAMBORIM -SURDO - REPIQUE - CUÍCA -  
CAIXA - PANDEIRO- AGOGÔ - TANTÃ - APITO



A seleção do samba é formada no esquema 4-3-3, onde os surdos de 1ª e 2ª funcionam como "pergunta e resposta" na bateria e, no desfile podem avançar e recuar, assim como os laterais. O surdo de 3ª é o que distribui a bola.  O surdo de 3ª é o que distribui a bola e seu som pode ser percebido entre os outros dois surdos. A dupla de ataque formada por chocalho e tamborim ajudam a enriquecer o samba.  a e seu som pode ser percebido entre os outros dois surdos. A dupla de ataque formada por chocalho e tamborim ajudam a enriquecer o samba.  
CHOCALHO




Instrumento idiofônico de agitamento,  de origem brasileira, que serve para marcar o ritmo  de algumas danças. Constitui-se de um cilindro de madeira  ou metal  de 6 a 7 cm de diâmetro , dentro do qual grãos diversos percutem em suas paredes  ao se imprimir um movimento.
Entre os instrumentos que se podem considerar como chocalho estão as maracas, o ganzá, o caxixi, o xique-xique.




TAMBORIM






Tamborim é um instrumento de percussão do tipo membranofone, constituído de uma membrana esticada, em uma de suas extremidades, sobre uma armação, sem caixa de ressonância, normalmente confeccionada em metal, acrílico ou PVC (policloreto de vinila). No  Brasil, é comumente utilizado nos ritmos de origem africana, como a batucada, o samba e o cucumbi. O instrumentista o segura com uma das mãos e o percute (golpeia) com uma ou mais baquetas, normalmente de plástico, medindo aproximadamente 15 cm de altura.


SURDO





O surdo é um tambor cilíndrico de grandes dimensões e som profundamente grave. O surdo é tipicamente feito de madeira ou metal e possuiu peles em ambos os lados. Este tipo de tambor baixo é tradicionalmente usado em escolas de samba, cada escola tendo em média de 25 a 35 unidades na sua bateria. Também é encontrado em torcidas organizadas aonde eles ditam o ritmo e são considerados o “coração” da torcida. Sua função principal no samba é a marcação do tempo. Surdos também podem ser encontrados em bandas marciais ou militares e geralmente são utilizados para marcar o pulso binário da marcha, em conjunto com o bumbo e a caixa.

REPIQUE OU REPINIQUE




 Repique é um tambor pequeno com peles em ambos os lados, tocado com uma baqueta em uma das mãos enquanto a outra mão toca diretamente sobre a pele. Criado pelas escolas de samba para repinicar um som mais agudo, serve, frequentemente, como uma espécie de condutor musical das escolas de samba, anunciando "deixas" para o grupo. Ele é, também, destacado como instrumento solista , às vezes tocando introduções para sambas ou solando em batucadas. Também é tocado junto com os tamborins em ritmo galopado.
CUÍCA 




 cuíca ou puíta (em Angola pwita) é um instrumento musical, semelhante a um tambor, com uma haste de madeira presa no centro da membrana de couro, pelo lado interno. O som é obtido friccionando a haste com um pedaço de tecido molhado e pressionando a parte externa da cuíca com dedo, produzindo um som de ronco característico. Quanto mais perto do centro da cuíca mais agudo será o som produzido.Outras denominações para o instrumento: roncador, tambor-onça, porca, quica, adufe, omelê.   

CAIXA




 Instrumento de percussão, redondo, de fuste de latão ou madeira, coberto dos dois lados por pele de vitela, que pode ser apertada por meio de parafusos, regulando-se assim o som, que é tensionado por meio de aros metálicos colocados em contato com a pele inferior que vibra através da ressonância produzida sempre que a pele superior é percutida. Também designado como tarola, tarol, caixeta clara, ou snare drum .


PANDEIRO





Instrumento de percussão constituído de um aro de madeira, com ou sem guizos, tendo uma pele de animal esticada na parte central. É agitado com uma das mãos ou percutido. Originário do Oriente Médio, tem sido utilizado na música folclórica de muitos países e também em algumas obras sinfônicas eruditas.
São geralmente circulares ( pandeireta), mas podem ter outros formatos (por exemplo, quadrangular). Enfiadas em intervalos ao redor do aro, podem existir platinelas (soalhas) duplas de metal, ou não (por exemplo, no tamborim). Pode ser brandido para produzir som contínuo de entrechoque, ou percutido com a palma da mão e os dedos. No Brasil, a palavra “pandeiro” veio a designar um pandeiro específico, de dimensões que variam de 8 a 12 “, muito usado no samba e no pagode, mas não se limitando a esses ritmos, sendo encontrado no baião, coco, maracatu, entre outros, e por isso, considerado por alguns o instrumento nacional do Brasil.


AGOGÔ





O agogô é um instrumento musical idiofone, compõe-se de duas até quatro campânulas de ferro, ou dois cones ocos e sem base, de tamanhos diferentes, de folhas de Flandres, ligados entre si pelas vértices.Para se tirar som desse instrumento bate-se com uma baqueta de madeira nas duas bocas de ferro, também chamadas de campânulas, do instrumento.
O agogô também conhecido como gã é formado por um único ou múltiplos sinos originado da música tradicional yorubá da África Ocidental.  

TANTÃ


O tantã é um instrumento de percussão, que consiste de um tipo de tambor  de formato cilíndrico ou afunilado (tipo atabaque), com o fuste em madeira ou alumínio. Possui uma pele animal ou de poliéster (sintética) em apenas uma das suas extremidades. Seu diâmetro pode variar, os mais usados são de 12, também chamado de rebolo, tantã de corte ou tantanzinho e o de 14″ que possui um som mais grave como o do surdo. Este instrumento é de marcação, e é tocado com as mãos para tocar samba e outros ritmos característicos da mesma origem.
Foi criado por Sereno, sambista do Rio de Janeiro, integrante e um dos fundadores do grupo de pagode Fundo de Quintal. Foi introduzido no samba para substituir o surdo de marcação nas rodas de samba do Cacique de Ramos, no fim da década de 1970.

APITO



apito é um instrumento de sopro utilizado tanto para música, sinalização desportiva e de trânsito como também para sinalização de emergência. O som é produzido pela vibração do ar ao passar por uma aresta. Era tradicionalmente feito de madeira, mas hoje usam-se apitos feitos de metais como o bronze. Alguns apitos têm buracos nos lados que são cobertos com os dedos para produzir diferentes tons. O executante pode controlar ainda a duração e a intensidade do som.
Na música, é utilizado principalmente no samba. O apito é usado tanto para tocar padrões rítmicos assim como para anunciar uma nova seção, o começo, ou o final de uma música. Em uma escola de samba o mestre de bateria é o responsável por esses sinais. Para ele, o apito - juntamente com o repinique - funciona como a batuta de um mestre de ópera. O apito é capaz de produzir sons fortes e fracos, longos e curtos, abertos e fechados, e todos são usados para adicionar variedade e cores aos padrões tocados. Ele também pode tocar um padrão repetitivo que funciona como parte do conjunto do grupo rítmico.


Por seu grande volume sonoro, o apito pode ser usado em diversas outras funções de sinalização. Os guardas de trânsito podem utilizá-los para controlar o tráfego em cruzamentos. Também podem ser usados em ferrovias, navios e ambientes industriais ruidosos, como forma de sinalização de segurança a longa distância.
Em situações de emergência o apito pode ser utilizado para chamar a atenção da equipe de resgate ou do grupo de pessoas que estão na excursão. Em coletes salva-vidas de embarcações náuticas é comum ter um apito fixado em uma área do colete de fácil acesso.



Fonte: Jornal O Estado de S. Paulo – 04.07.1982 (suplemento feminino)
           Canto Livre – edições  de  1998/1999 (Alexandre  Thadeu – Julio Ney –    
                                                                          Walkiria V. Luz)
            A Arte da Música –Editora Abril
            Enciclopedia Wikipedia 
Imagens: Google


Nenhum comentário:

Postar um comentário